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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Uma Mulher Sincera



Na saída do cinema avistou um amigo que sorriu ao cumprimentá-la:

– Tudo bem?

Diante da pergunta corriqueira, a mulher repetiu mentalmente aquelas duas palavras com um misto de estranheza e ironia. A inesperada sinceridade deu o tom da resposta:

– Pergunta difícil pra uma neurótica assumida...

(*) Imagem: Google

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Homem Impossível


João Ondulino casou-se duas vezes. Sua primeira mulher queria luxo e riqueza. A segunda, amor. Frustrou ambas. 


(*) Imagem: Google

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Onde Foi Parar o Final Feliz?




― Cara, nas tuas histórias tudo sempre acaba mal. Por que não escreve uma diferente?

― Você tem razão. Vou mudar isso. Na próxima tudo vai começar mal.


(*) Imagem: Google

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Eduarda e Mônaco



Eduarda ouvia Roberto Carlos o dia inteiro, enquanto Mônaco, angustiado por natureza, lia Sartre o tempo todo. O mundo de Eduarda era outro: sem espaço para crises existenciais. Sempre que Mônaco repetia "o inferno são os outros", ela declarava que o segredo do sucesso era mandar tudo para o inferno. Naquela tarde, antes de ingerir o décimo sal de frutas do dia, ao observar a coleção de pinguins de porcelana, em cima da geladeira vermelha, Mônaco reclamou baixinho:

― Só os cafonas são felizes...


(*) Imagem: Google

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Amor é uma Loucura



Ele: — Eu te amo.
Ela: — Ninguém é perfeito.
Ele: — Me dê mais uma chance.
Ela: — Eu não te amo mais.
Ele: — Ninguém é perfeito.

(*) Imagem: Google

quinta-feira, 12 de julho de 2012

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Amigo de Adolfo Valentino



Adolfo Valentino tinha um amigo que vivia mergulhado em problemas. No entanto, apesar de sempre procurá-lo, nenhum de seus conselhos era aceito. No final daquela tarde, exausto do trabalho diário, encontrou o insatisfeito de plantão, que — para variar — reclamava das adversidades insolúveis em sua vida. 

— Não aguento mais tantos dissabores. Preciso conhecer a paz. 

Diante daquela conversa sem saída, afinal nada do que dissesse faria sentido nem diferença, Adolfo Valentino — um homem prático por natureza —, após a vigésima repetição das palavras "conhecer a paz", concluiu:

— Atormentado desse jeito, nem na capital da Bolívia você irá conhecer "la paz".